Empresários e bancada federal debatem juntos as reformas para o desenvolvimento

A pauta do encontro não poderia ser mais oportuna e relevante: expor seu posicionamento com relação à necessidade de votação da Reforma Trabalhista e de demais "reformas para o desenvolvimento"
Presidentes das Associações Empresariais do Espírito Santo que compõem a Rede Empresarial, juntamente com a ong Espírito Santo em Ação e o Instituto Líderes do Amanhã, se reuniram com deputados e senadores da bancada federal nesta segunda-feira, 19 de junho, em Vitória. 
 
A pauta do encontro não poderia ser mais oportuna e relevante: expor seu posicionamento com relação à necessidade de votação da Reforma Trabalhista e de demais "reformas para o desenvolvimento" – a da Previdência, Tributária e até a Política – que têm como objetivo a retomada da geração de empregos e renda.
 
Dos 10 deputados federais, estiveram presentes Lelo Coimbra (PMDB), Marcus Vicente (PP), Paulo Foletto (PSB), Jorge Silva (PHS) e Givaldo Vieira (PT). E os senadores Ricardo Ferraço (PSDB), relator da Reforma Trabalhista, e Rose de Freitas (PMDB) também marcaram presença.
 
O presidente do Conselho Deliberativo do movimento empresarial, Carlos Fernando Lindenberg Neto, abriu o encontro citando "as quatro agendas essenciais para o Brasil retomar o caminho do desenvolvimento", ou seja, as reformas Tributária, Previdenciária e Política, além da própria Trabalhista, que já está em curso e será votada no Senado. 
 
"Precisamos de uma legislação que dialogue com a competitividade e a atual não faz isso, pois foi criada em 1943", argumentou.
 
O presidente do Espírito Santo em Ação, Aridelmo Teixeira, apresentou um panorama geral contextualizando os números daquela que é considerada a maior crise brasileira de todos os tempos, e justificando o porquê da necessidade das reformas.
 
"Embora as ações da equipe econômica estejam surtindo efeito positivo, o cenário de incertezas vai perdurar caso não aconteçam mudanças estruturais no Brasil. Precisamos de reformas! Por isso convidamos os senhores deputados e senadores para debater responsabilidades", ressaltou ele, que elencou a medida de controle dos gastos públicos e a reforma do Ensino Médio como o "start" das mudanças.
 
O presidente da Assedic – Associação Empresarial de Colatina e Região, Adauto Lemos Filho, representando os empresários da cidade de Colatina e dos municípios que compõem a região Centro Oeste Capixaba, participou do encontro com os parlamentares. 
 
“O evento foi extremamente importante para poder esclarecer mitos e verdades em relação a reforma trabalhista e serviu para ratificar o interesse e principal objetivo de poder flexibilizar as relações industriais no Brasil, as relações de trabalho, confirmando que em momento algum, nas proposições que estão sendo feitas, o trabalhador terá alterado qualquer direito garantido pela constituição." Afirmou o presidente. 
 
O debate
 
Ricardo Ferraço abriu o debate dizendo que as mudanças que estão sendo propostas não têm cunho partidário e são racionais. 
 
"As reformas sobre as quais estamos falando não são propriedade de um governo ou de um de presidente, elas pertencem ao País. Os críticos dizem que estamos retirando direitos dos trabalhadores e precarizando as relações trabalhistas, mas estamos desatando um nó, devolvendo o estado à sociedade e propondo medidas que vão melhorar o ambiente o trabalho", garantiu.
 
Convergente com as palavras de Ferraço, Rose de Freitas foi clara ao garantir que o Brasil não vai a lugar algum se não fizer as reformas política, da previdência e tributária – exatamente nessa ordem. 
 
"A crise política impede que o Brasil avance, mas ninguém faz reforma alguma sem liderar o Brasil. Precisamos mudar o modelo político urgentemente, por isso coloco a reforma política como a mais essencial das três".
 
Lelo Coimbra ressaltou o ambiente complexo em que a reforma trabalhista está sendo tocada e comentou que a hegemonia política não permitiu que tais mudanças fossem feitas antes, quando o cenário era menos turbulento. Colocando-se totalmente a favor das reformas que vão recolocar o Brasil no rumo do desenvolvimento, o deputado federal antecipou sua sensação com relação à previdenciária. 
 
"É um tema dificílimo, que vai dar ainda mais trabalho. Mas torço para que consigamos aproveitar esse momento para dar um novo passo à frente", destacou.
 
Givaldo Vieira, que elogiou o evento organizado pelo Espírito Santo em Ação, explicou que embora considere o controle dos gastos públicos necessários, votou contra a medida apresentada porque, a seu ver, ela engessa o orçamento por 20 anos; ele também não foi a favor da terceirização porque achou a medida apresentada com abertura muito ampla. Além disso, não foi a favor da reforma trabalhista por considerar o momento inadequado e adiantou que votará contra a reforma da previdência.
 
"Precisamos olhar para a mãe de todas as crises, a política. Deveríamos estar enfrentado essa situação que está corroendo a estrutura institucional do País", opinou ele, que saiu em defesa do setor produtivo, definindo-o como fundamental para gerar oportunidades e melhorar a situação do País.
 
Em suas considerações, Paulo Foletto destacou a Lava Jato, e fez questão de dizer que a operação precisa gerar mudanças positivas para o Brasil, ressaltou a necessidade de revisão das carreiras jurídicas e pediu que os empresários se unam à bancada no sentido de garantir as reformas. 
 
"Sofremos uma pressão muito forte e a ajuda do empresário é fundamental".
 
 
Na opinião de Jorge Silva, a ex-presidente Dilma Roussef perdeu a grande oportunidade de implementar as grandes reformas. E mesmo ele sendo a favor das reformas, ele não vê legitimidade do governo para colocá-las em prática neste momento.
 
 
"Entendo que avançamos na reforma trabalhista, ela vai passar no Senado, mas não vejo legitimidade do governo para implementá-la. Não vejo ambiente político que permita tal avanço", avaliou.
 
Marcus Vicente encerrou o ciclo de debate reforçando o que já havia sido dito por Ferraço. 
 
"Nós estamos propondo reformas de estado, não estamos reformando o governo. Estamos falando da relação de trabalho com capital. É disso o que o Brasil precisa".
 
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Com informações da Assessoria de Comunicação do Espírito Santo em Ação e da Assedic – Associação Empresarial de Colatina e Região.

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